Lembrar-me
O Enfraquecimento da Sociedade Civil (2001)
Política
Escrito por Michael Hardt   
Sex, 13 de Janeiro de 2012 19:37

Fonte: HARDT, Michael. Il deperimento della società civile. Http://www.deriveapprodi.org/rivista/I/hardt17.html. Originalmente o ensaio foi publicado pelo periódico italiano Derive Approdi, n. 17.Trad. Selvino J. Assmann (Cf. considerações do tradutor no final), multiplicado por Desobediente.

O conceito de sociedade civil mereceu ultimamente renovado interesse não apenas na Europa ocidental ou na América do Norte, onde inclusive usufrui de longa e gloriosa carreira em apoio das posições políticas mais variadas, mas cá e lá no mundo inteiro, particularmente naqueles países na Ásia e na Europa oriental que estão vivendo a transição do socialismo para o capitalismo, assim como nos regimes pós-autoritários e pós-ditatoriais da América Latina. A sociedade civil é vista como a marca determinante de qualquer democracia: a infra-estrutura institucional decisiva para as mediações da política e para o mercado. Contudo, ao analisarmos as funções democráticas que o conceito e a realidade da sociedade civil tornaram possíveis, é importante também darmo-nos conta das funções de disciplina e exploração que são inerentes e inseparáveis destas mesmas estruturas. Além disso, devemos perguntar-nos se as instituições sociais necessárias para a construção e o funcionamento da sociedade civil ainda estão presentes nas formações sociais contemporâneas. O que pretendo defender é que, nos últimos anos, as condições de possibilidade para a sociedade civil ficaram progressivamente enfraquecidas na América do Norte, na Europa e noutros lugares (isso se de fato alguma vez existiu fora do mundo europeu)1. Mesmo que considerássemos a sociedade civil como a realidade politicamente mais desejável, qualquer apelo ao conceito no momento atual corre o risco de se tornar vazio e inútil.

Última atualização em Seg, 13 de Fevereiro de 2012 17:16
 
Psicanálise, breve histórico.
Psicanálise
Escrito por Santos   
Seg, 27 de Junho de 2011 02:43

O termo “Psicanálise” foi utilizado pela primeira vez em 1896 por seu fundador: Sigmund Freud. O marco inicial dos estudos que levaram ao desenvolvimento da Psicanálise, se dá a partir do momento em que Freud inicia seus questionamentos acerca da histeria, quanto algo que vai além de causas orgânicas. Contribuindo assim, para o que futuramente iria se constituir como um método de investigação da psique, uma técnica de tratamento e uma teoria do inconsciente e do psíquico.

Advindo de uma família pobre e judaica, Sigmund Freud nasceu na Moravia em 1856, porém mudou-se logo cedo para Viena. Apesar de ter sido criado por uma babá católica, Freud nunca foi incentivado a seguir qualquer religião, assumindo quando adulto seu posicionamento ateu. Sua família mesmo em dificuldades, proporcionou ao jovem Freud todas as condições para sua formação médica. Nesta formação, Freud enveredou pelos laboratórios de fisiologia e de anatomia cerebral, onde realizava pesquisas. Mas, tendo em vista que a pesquisa não lhe proporcionava tantas oportunidades de trabalho e conseqüentemente seu sustento, Freud abandona o laboratório e ingressa no hospital geral. Foi este contexto que possibilitou a esse jovem médico a observação dos primeiros casos de histeria, muito presente nesta epóca.

Última atualização em Qua, 12 de Outubro de 2011 15:19
 
Lars Von Trier e seu Anticristo.
Artz
Escrito por lathea   
Sex, 06 de Agosto de 2010 18:41

Lars von Trier

O filme anticristo

O início do filme favorece uma bela fotografia em movimento, com aquela música maravilhosa; cena surpreendente, uma aula de cinema arte revisitando os grandes mestres do cinema, feito Antonioni e por aí vai. Trágico e contundente o filme vai moldando e tomando corpo e mente. Digo isso, pela escolha maravilhosa de Willem Defoe como psicanalista, que sempre atuou muito bem. O papel de Charlotte Gainsbourg fazendo a dobradinha e juntando o quebra cabeça. Uma atriz com traços esquisitos e que dispensa o romantismo francês; bem articulada e sem o glamour das grandes estrelas sensuais francesas.

Última atualização em Seg, 13 de Fevereiro de 2012 17:15
 
'A doutrina do choque'. O tema do novo livro da ativista Naomi Klein
Política
Escrito por Naomi Klein   
Dom, 30 de Setembro de 2007 13:02

Reproduzimos entrevista com Naomi Klein, que lançou um livro interessante. Pretende unir vários acontecimentos do século  XX com mudanças econômicas, tais como as propagadas por figuras como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Daí o título das mudanças econômicas associadas a outros acontecimentos: "A doutrina do choque" (com esse vídeo de divulgação). Lá vai (Fonte: Unisinus, dica do Desobediente):

O golpe de Pinochet no Chile. O massacre da Praça de Tiananmen. O Colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque. O tsunami asiático e o furacão Katrina. O que todos esses acontecimentos têm em comum? É o que a ativista canadense antiglobalização Naomi Klein explica em seu novo livro The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism [A doutrina do choque: O auge do capitalismo do desastre] – ainda sem tradução para o português. Naomi Klein em uma longa entrevista para o sítio La Haine, 27-09-2007, afirma que a história do livre-mercado contemporâneo foi escrita em choques e que os eventos catastróficos são extremamente benéficos para as corporações. Ao mesmo tempo a autora revela que os grandes nomes da economia liberal, como Milton Friedman, defendem o ‘capitalismo do desastre’. A tradução é do Cepat.
Última atualização em Qua, 09 de Novembro de 2011 10:55
 
Felix Guattari: Os oito "princípios" da esquizoanálise
Esquizoanálise
Escrito por Bernardo Rieux   
Qua, 12 de Outubro de 2005 20:30
A esquizoanálise seria um novo culto da máquina? Talvez! Mas não certamente no quadro das relações sociais capitalistas! O rpogresso monstruoso dos maquinsimso de toda natureza, em todos os domínios, e que parece agora dever conduzir a espécie humana para uma inelutável catástrofe, poderia pois, tornar-se a via real de sua liberação. Então, sempre o vleho sonho marxista? Sim, até um certo ponto, pois, antes de apreender a história como sendo essencialmente carregada pelas máquinas produtivas e econômicas, penso, ao contrário, que são as máquinas, todas as máquinas que, funcionando à moda da história real ficam, por isso, constantemente aberats aos traços de singularidade e às iniciativas criadoras. Como contestar hoje que apenas uma revolução generalizada poderá, não só melhorar de maneira sensível o modo de vida sobre a terra, mas simplesmente slavar a espécie humana de sua destruição? Trata-se de afrontar tanto os imensos meios de materiais coercitivos como os meios microscópicos de disciplinarização dos pensamnetos e dos afetos de militarização das relações humanas. Mesmo que se volte para o Oeste, para o Leste ou para o Sul, a questão fica na mesma: como organizar de outro modo a sociedade. A repressão permanecerá sempre como um dado de base de toda organização social? Porém, nada disso é inelutável, outros agenciamentos sociais, outras conexões maquínicas são concebíveis! Sobre esse ponto, pouco importa se parecemos titubear sobre o marxismo: não há nada a esperar de bom de um retorno às naturezas primeiras (não é por nada que os diversos fascismos não cessam de reclamar sobre elas). Nada mais como solução geral que a menor catarse em pequena escala! Nada pode ser resolvido a não ser pela colocação de agenciamentos altamente diferenciados. Somente deve ficar claro que as máquinas revolucionárias, que mudarão o curso do mundo, não poderão ser efetivadas, e só tomarão uma consistência fazendo-as efetivamente agir, por uma dupla condição:
Última atualização em Qua, 09 de Novembro de 2011 10:59
 
Bem Vindo ao Site O Estrangeiro
Artz
Escrito por O estrangeiro.net   
Sáb, 12 de Junho de 2004 11:54
...É a curiosidade - em todo caso, a única espé­cie de curiosidade que vale a pena ser praticada com um pouco de obstinação: não aquela que procura assimilar o que convém conhecer, mas a que permite separar-se de si mesmo. De que valeria a obstinação do saber se ele assegurasse apenas a aqui­sição dos conhecimentos e não, de certa maneira, e tanto quanto possível, o descaminho daquele que conhece? Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para se continuar a olhar ou a refle­tir. (...)
- Michel Foucault -

 

Seja bem vindo ao novo site oestrangeiro.net. "O Estrangeiro" é uma comunidade virtual com site e lista de discussão sobre Michel Foucault, Gilles Deleuze e Felix Guattari (e demais pensadores da "diferença") onde todos podem participar. O site foi criado em 1999. A lista, criada em 2002 e alocada no yahoogrupos, reune mais de 350 participantes das mais diversas áreas. Desde o nascimento da lista, foram enviadas mais de 7000 mensagens de ricas considerações, referências e conversações. Encontros (casuais ou não), grupos de estudo, intercâmbios e novos contatos entre "estrangeiros" são corriqueiros, mostrando que de pequenos encontros muito pode ser criado.

Nesse site, além de informações sobre a lista de discussão, qualquer usuário pode publicar seus textos, informes, referências, links ou considerações ligadas à comunidade. Para isso, basta cadastrar-se no site, ao lado, acessando a opção "sem conta? crie uma".

Aguardamos sua participação, e esperamos que apreciem as opções.

 

Última atualização em Qua, 09 de Novembro de 2011 10:56
 
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