Lembrar-me
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Maria Shneider PDF Imprimir E-mail
Artz
Escrito por biosas   
Sex, 25 de Fevereiro de 2011 01:07

Maria Schneider

Ah que tristeza, muita mesmo. Saber que uma das mais belas e ousadas atrizes do cinema despidiu-se desse mundo. Não digo pelo mundo, mais por mim, que delirei em cada cena em o Ultimo Tango em Paris. Uma obra prima, com o inesquecível Marlon Brando. Tornou-se um filme obrigatório para cinéfilos e artistas.

Última atualização em Qua, 23 de Março de 2011 11:18
 
Filosofia e Arte: Diálogos atravessados (Um recorte) PDF Imprimir E-mail
Artz
Escrito por Bruna Suelen   
Dom, 24 de Outubro de 2010 14:13

Bruna Suelen

Bacharel e Licenciada em Filosofia/UFPA

blovynha(arrouba)gmail.com

RESUMO:

Neste artigo encontraremos uma busca de atravessamentos entre filosofia e arte. Um diálogo entre acontecimentos, uma ação artístico-politíca de um coletivo artístico de Belém do Pará, a Rede [Aparelho]-: e o conceito de Máquina de guerra deleuzo-guattariano, aqui é proposto. Este escrito encontrou a necessidade de uma pesquisa filosófica mais voltada para o nosso cenário artístico urbano, digo nosso, não apenas como realidade pragmática, mas nosso, do Pará, da Amazônia, na qual ainda padrões acadêmicos e estéticos, que impregnados na sociedade nos exigem que Teoria e vida prática estejam afastadas. Acredito que encontrar a função social da Teoria (seja de arte, seja de filosofia ou uma na outra) é a tarefa do jovem filósofo/artista.

 

PALAVRAS CHAVE:

Diálogo, Conceito, Acontecimento.

 

INTRODUÇÃO:

Este Artigo tem como objetivo um diálogo entre a Filosofia e a Arte, partindo das noções dos filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari, onde a Filosofia é a criação de conceitos e a Arte criação de perceptos e afectos (blocos de sensações). Cada qual em seu plano, a Filosofia no plano de imanência e a Arte no plano de composição, fazem um recorte no que eles chamam de “caos” da vida. Isto é, a Filosofia cria conceitos, traça planos e diz o acontecimento; a Arte por sua vez, cria perceptos e afectos traça planos e também diz o acontecimento. As duas em uma relação de puro devir. Aqui mostraremos a trajetória deste pensamento como acontecimento, relatando ações de um coletivo artístico, a Rede [Aparelho]-:[1] que experiencia vivências nas ruas da cidade de Belém. Uma arte que intervém diretamente, construindo e desconstruindo situações, fazendo emergir pensamentos. Aqui, Arte é tratada como Política não como uma Estética Transcendental, é vista como puro acontecimento, que transforma e distribui informação. Para mostrar esse tratamento, é feito uma apropriação de um conceito dos filósofos, que pode ser chamado de Platôs (por ser passível de conexões infinitas e não ser hierarquizável), a Máquina de Guerra. Através dele criaremos imagens para o pensamento, mostrando o acontecimento, isto é, as ações deste coletivo, fazendo assim um diálogo com o filosófico; que jamais estará fechado, portanto, sempre pronto para novas apropriações.

Última atualização em Qua, 27 de Outubro de 2010 17:45
 
De Olhos Bem Fechados PDF Imprimir E-mail
Artz
Escrito por g,o,l,o,n   
Ter, 06 de Julho de 2010 14:22

De olhos Bem Fechados

Há muito tempo eu queria escrever sobre essa apoteótica obra de Stanley Kubrick. Foi quando decidi ir direto ao assunto. Delirantes imagens com o casal mais deslumbrante de Wolliwood Nicole Kidman e Tom Cruise, reproduzidos no olhar traspassado pela câmera de Kubrick. Filme instigante, misterioso e revelador.

Criuse como o Dr. Willian Hartford e a mulher Kidman como Alice, vivem um casamento satisfatório, apaixonados em uma união de dez anos. O filme começa com a nudez estonteante de Kidman, a câmera hipnótica desnudando-a espetacularmente, onde Alice se prepara para ir a uma festa com Criuse o Bill.

A festa é na mansão de Sydnay Pollack o Victor Ziegle um grande milionário e amigo de Cruise o Bill, um de seus pacientes. Um extenso salão, muitos casais dançando. Requinte e bom gosto, champang e jazz. O casal Cruise e Kidman desfila pelo salão esbanjando charme e graciosidade típica de uma elite inglesa sangue azul, e segue seduzindo os convidados reluzindo jovialidade e frescor de uma bela união classe média.

Quando depois da festa em casa, o casal visivelmente na pausa após o sexo, conversa sobre as coisas do cotidiano, seu desejos e realizações. A cena com os dois na cama chapados fumando um baseado. É quando Kidman em uma confissão reveladora, diz a Cruise que teve desejo por um oficial da Marinha que conheceu nas férias de verão em uma viajem que fizeram a certo balneário. Ela admite que teve desejo por outro homem e que iria mais longe, aonde seu desejo a levasse.

Aí Cruise o Bill desmorona diante daquela confissão inacreditável, um balde de água fria, reduzindo sua auta-estima e sua confiança em dúvida e descrédito. Isso vai desencadear um processo na cabeça de Bill de rever seus conceitos matrimoniais, vai levá-lo a questionar sua relação monogâmica baseada na fidelidade. Aonde a pseuda traição de sua mulher vai perturbando e povoando sua mente confusa.

E o filme começa a fazer sentido. Bill agora desiludido, mas mantendo certo ar inglês, perambula pelas ruas Nova-iorquinas a procura de uma aventura sexual, meio que preparando uma vingança emocional contra sua bela esposa Alice, e também, para abrandar seus pensamentos que a todo o momento imaginam Alice e o Marinheiro tendo relações sexuais.

Bill que andando sem destino e transtornado pelas ruas depara-se com uma jovem menina, que ele julga ser perfeita para seu plano. Mas acontece uma grande confusão e Bill acaba tendo pena dela e desiste. Bill nesse momento, ainda parece não saber realmente se quer fazer isso. Sua confusão o leva a conhecer mulheres malucas com problemas maiores que o seu, onde ele acaba de uma forma ou de outra se enrolando, até porque, não tem muita experiência no que de respeito à traição ou casos sexuais fortuitos.

Nesse labirinto emocional Bill vem a encontrar um velho amigo de faculdade, Tedd Field, o Nick Nitghtingale, tornara-se músico e tocava a noite em um bar. Enquanto conversam relembrando os bons tempos, Bill o pergunta o que estava fazendo na vida. Ele diz a Bill que é músico e toca em bares e outros eventos. Entre um uísque e outro Nick revela a Bill que já tocou em vários lugares, mas que nunca em sua vida tinha tocado em lugar tão estranho e misterioso.

Bill pergunta a ele que lugar é esse. Então Nick diz a Bill, que um cara o contratou para tocar em uma mansão, que ele não sabe exatamente onde é. Onde a única exigência do contratante para o trabalho do músico, é sigilo absoluto, nem Nick sabe quem é o cara que o contrata; Nick tem que ser sego, surdo e mudo para essa façanha misteriosa. E que para ele entrar no local é devidamente vendado. Ele diz a Bill que acontece lá uma espécie de ritual orgástico e que conseguiu ver tudo, dando uma ajeitada na venda, e olhando por baixo dela, Nick diz que é uma loucura, mulheres desnudas trafegando e o sexo rolando solto. E para entrar no local tem que ter uma senha.

Os olhos de Bill brilham. Hera tudo que ele queria um lugar onde tivesse facilidade para desenvolver seu plano sexual. Bill implora para que Nick revele o endereço do local, mas Nick diz a ele que é arriscado, porque é uma espécie de confraria muito fechada e alguém pode descobrir que ele não faz parte do esquema, e se descobrirem sua ligação com o Nick, ele logo será despedido. Nick diz a Bill, que os convidados têm que ir vestido a caráter, que as pessoas usam uma espécie de fantasia com mascaras de bailes, como usavam em Viena na Bela Época. Bill implora e não desiste; então Nick quase sem reação dá a ele o endereço e a senha que tem que ser dita na porta antes de entrar.

O filme foi uma adaptação do livro Traumnovelle (História do Sonho) publicado em 1926 de Arthur Schntzler poeta, dramaturgo e romancista austríaco. A história se passa em Viena, nos grandes bailes de carnaval freqüentados pela burguesia da época, regados a orgias e champanhe.

Para nos aprofundarmos na origem dos rituais orgiásticos, dos bailes e cultos sexuais, voltaremos um pouco na história. Não tenho certeza se Arthur baseou-se nos escritos e nas tradições literária libertina do século XVII e XVIII. Parece-me que sim, pela exatidão do seu cenário libertino.

Entre muitos ilustres libertinos temos Clenland que registrava segundo seus escritos, a nova realidade de justificar o sexo em um mundo dominado pelo moral cristã, lá pelas épocas de 1748. Introduzindo seu ponto de vista em contrapeso a Igreja cristã. Onde em 1786 um senhor chamado Richard Payne Knigh produziu seu tratado o culto a priapo, criação de um grupo de cavalheiros libertinos, membros de uma religião que cultivava a “Força Generativa”. Seus rituais parodiavam os princípios da Igreja Cristã e, sua teologia foi estabelecida em diversas obras eróticas, de vários gêneros, poesia, romance e o erudito. Essa literatura foi tão determinante, que deu a Freud a base para seu estudo sobre a Libido Revigorante.

Esses cavalheiros fundaram uma sociedade secreta, umas espécies de confraria intitulada Dilettanti Society proporcionam um foco conveniente para o exame dessa religião libertina. A sociação fundada em 1732. Visava promover o conhecimento da civilização clássica, cultura grega e romana. Sir Francis Dashwood e outros membros haviam viajado pela Itália, Grécia e Ásia menor. E quando se encontravam, os membros vestiam mantos e participavam diversos rituais de convívio. A Dilettanti Society tinham uns programas ideológicos sendo todos os membros Deítas, contrários ao cristianismo convencional e justificavam suas vidas sexuais dentro das culturas da antiga civilização clássica.

Reunião-se em Medmenhan Abbey, a seis milhas da residência principal de Dashwood, onde aconteciam os rituais orgiásticos. O confrade Dashwood ergueu um templo para Dioniso ou Baco, que resistiu no local que havia sido a sede principal do culto dionisíaco na Jônia. Ele tinha grande interesse pelo ritual religioso, transformou a propriedade de Madmenham Abbey em uma espécie de convento pagão. Tinha a escrição na entrada Fay ce que voudras, faça o que tiver vontade.

Suas práticas eram fortemente pagãs Baco e Vênus eram as divindades reverenciadas, onde os confrades reuniam-se em todas as ocasiões solenes, e os ritos mais secretos eram executados e as liberações derramadas com muita pompa em oferenda à BONA DEA. Os jardins possuíam diversas estatuas e havia outros lemas, e os confrades mais jovens procuravam ali o prazer. Desfrutando com mulheres, entre eles, e tudo era permitido.

Agora Bill se prepara para ir ao endereço sugerido por Nick, roda a cidade a procura de uma fantasia, acha uma loja e aluga uma fantasia. Na perturbadora saga para o sexo, surge o fato recorrente, entra em outra confusão libidinosa, mas consegue sair ileso, pagando bem pelo aluguel da fantasia e principalmente pela máscara.

Entra em um táxi e se dirigi a mansão indicada. Coloca sua máscara vienense e a fantasia, adentra aporta e fala a senha revelada por Nick. E a câmera começa a rodar, imagens oníricas, mulheres desnudas, as máscaras vão rodopiando num ar de mistério. No grande salão o ritual de abertura da início a grande orgia. A ópera pagã, os camarotes cheios e perplexos. O confrade responsável faz a abertura com palavras em latim, como em uma missa cristã. Nick toca seu órgão vendado e o confrade ordena com uma espécie de báculo, liberando cada uma das mulheres para a orgia.

Bill e acompanhado por uma dessas mulheres que descobre que ele não é da confraria, o acompanha o tempo todo, e entre os cômodos amplos da mansão, cenas reveladoras de sexo grupal, corpos sendo consumidos com desejo e veemência. Homens totem mascarados fustigando genitálias, urros e gemidos alucinados. O bom gosto da mobília e a biblioteca com um acervo inigualável viraram um randevu.

Uma das cenas mais fortes e inebriantes que já vi no cinema, o libertino e sofisticado filme obra prima. Kubrick se foi antes de terminá-lo, mas suas impressões estão lá, do inicio ao fim. Não pode ser de mais ninguém, isso é cinema, isso é Stanley Kubrick.

Ass, Golon Byron

Última atualização em Dom, 06 de Fevereiro de 2011 13:45
 
Lars von Trier e o seu Anticristo. PDF Imprimir E-mail
Artz
Escrito por l,a,t,h,e,a   
Qui, 10 de Junho de 2010 22:34

Lars von Trier

O filme anticristo

O início do filme favorece uma bela fotografia em movimento, com aquela música maravilhosa; cena surpreendente, uma aula de cinema arte revisitando os grandes mestres do cinema, feito Antonioni e por aí vai. Trágico e contundente o filme vai moldando e tomando corpo e mente. Digo isso, pela escolha maravilhosa de Willem Defoe como psicanalista, que sempre atuou muito bem. O papel de Charlotte Gainsbourg fazendo a dobradinha e juntando o quebra cabeça. Uma atriz com traços esquisitos e que dispensa o romantismo francês; bem articulada e sem o glamour das grandes estrelas sensuais francesas.

Podemos dizer; que o filme apresenta símbolos, metáforas que vão moldando aquelas cenas trágicas. O fato da perda do filho ser tão estúpida e o casal estar simultaneamente naquele ato em que a razão não comanda mais, que os sentidos anulam qualquer vontade contrária aquilo, aonde vai se travar uma luta contra a natureza. O filme vai nessa direção, analisando a dor quando se perde um ente querido e atravez dessa dor, revirando a psique humana, questionando a nossa natureza, nossos medos e pirações.

É isso que os personagens tentam iluminar com uma atuação esplendorosa. O filme é difícil e muito simbólico. A analise é; eles poderiam chegar aquele caos, mesmo sem que acontecesse a perda. O casal modelo europeu formado por uma doutorando e um psicanalista classe média, causa um mal estar intencionado pelo diretor Lars von Trier, afinal, ele está falando da vida de uma família normal européia ou americana, “com formação e inteligência para superar esses problemas”. Pergunto-me pela indignação que o filme causou nas salas de cinema. Lars simplesmente ignora as classes “letradas” e avança desconstruindo esse tipo de status social.

Como ele faz isso, primeiro colocando a psicanálise em cheque e contrapondo a natureza ou vise e versa. Aquilo que não é capaz de apaziguar e nem acalmar o ser humano. Aquilo que não conhece a dor, nem o desespero. Aquilo que aprendemos na tragédia e faz do ser humano um desconhecido, um estrangeiro exilado de si mesmo.

Então vejo a razão e método sendo confrontado com natureza. Quando a mulher diz; a natureza é satã, aquilo que não pode ser domado. Entendemos que essa visão faz parte de uma formação católica e representa uma idéia, que a natureza tem que ser anulada, apaziguada, logo, a natureza é anticristo. E quando o inconsciente vira uma espécie de daimom, estabelecendo um estado de caos entre os personagens, essa idéia de daimom resulta no mal ou anticristo e anticristã.

Psicose para os trágicos é Mania, manifestando-se na personagem, por conta da dor que não cessa. As pesquisas da personagem e estudos em relação à violência e do sadismo ao longo do século contra a mulher, trasbordam de certa forma no personagem, que se coloca nessa posição de açoitada e mutilada devido à culpa e o remorso. Desvendaremos naquelas fotos comprometedoras, se olharmos com atenção algumas daquelas fotos, identificaremos mulheres que foram acusadas de serem bruxas, sendo torturadas, desfiguradas e mutiladas, pode-se ver uma atitude anticristã nessas simbologias.

Os animais da floresta só falam com o personagem do Defoe, claro, é a própria natureza dizendo: você não entende nada do que somos, somos o caos; deixa clara a visão racional e metódica de um psicanalista.

Lars trabalha com três significados muito fortes para estruturação do filme, essas três formas de sentir e ver o mundo é que vão desestruturar os personagens: aceitar a condição humana e seu acaso. Quando alguém diz; eu nunca aceitarei isso. A tristeza, seja ela adquirida pela dor, seja pala perda ou incompreensão das coisas do mundo. E a perspectiva escolhida por Lars o sentimento de culpa, o filme direciona-se nessa perspectiva. A culpa paralisa, racionaliza mais não resolve. Quando alguém diz; foi minha culpa, por isso que aconteceu.

Quando o personagem expõe esse sentimento, foi minha culpa, minha máxima culpa. Daí em diante seu psicológico não trabalha mais com a idéia de salvação e aliado a isso, a histeria, a confusão e o sofrimento ininterrupto, vão arrastando-a para alta flagelação. Ou seja, a trajetória dos três mendigos a dor, o sofrimento e desespero, quando reunidos, desencadeiam o processo de inanição humana.

Enquanto ele o personagem de Defoe, não identifica a que ponto está o estado psicológico de sua mulher, negligenciando certas carências, fazendo correções desnecessárias tipo; porque você colocou os sapatos trocados no menino. Junto com tudo isso, surgi o surto psicótico na mulher, dando margem, o que a de pior no ser humano, aflorando seu lado sádico, alto destrutivo irreversível. Onde essa ação trilhará uma saga desesperadora e sangrenta até o fim.

Nenhum dos personagens se salva no sentido psicológico, até porque, tudo o que eles vão sentir do meio em diante, naquela trama de Lars é, absolutamente anticristã; doença, raiva e intolerância. O personagem de Defoe que tinha alguma chance de salvação, não consegue resignar-se, nem entender a natureza quando ela é generosa. Não basta falar com os animais, tem que compreendelos, o caos não é necessariamente ruim, quando sabemos que existe no caos sua própria ordem. Desconhecendo isso, ele se volta contra a mulher porque, não entende O Sacrifício que tem que ser feito quando se está na condição humana. O personagem de Defoe não aprende com a natureza, nem em termo de compaixão, nem no termo resignação. Da vazão a sua raiva desenfreada e perde a razão que é tão preciosa para ele.

Compreendo que essa temática cinematográfica não seria possível, sem a ajuda e colaboração de Andrei Tarkowski, realizador do filme O Sacrifício de1985; a quem o filme foi dedicado. Para entender lars von trier e o seu anticristo, será necessário, compreender O Sacrifício de Tarkowisk, o filme é uma descida pavorosa da alma humana para aprendizado da resignação e conciliação em relação à condição humana, esse gesto tão humano. No caso do anticristo Lars não se importa de ser expulso do jardim do Eder, como que dizendo; quem não consegue suportar a condição humana e não aprende com ela. Quem nunca fez o sacrifício de Tarkowisk, não reconhece o paraíso, natureza, quiçá o que é humano demasiado humano.

Ass, Lathea

Última atualização em Dom, 06 de Fevereiro de 2011 13:42
 
Lars von Trien o filme anticristo PDF Imprimir E-mail
Artz
Escrito por Lathea   
Qua, 12 de Maio de 2010 00:27

Lars von Trien

O filme anticristo

O início do filme favorece uma bela fotografia em movimento, com aquela música maravilhosa; cena surpreendente, uma aula de cinema arte revisitando os grandes mestres do cinema, feito Antonioni e por aí vai. Trágico e contundente o filme vai moldando e tomando corpo e mente. Digo isso, pela escolha maravilhosa de Willem Defoe como psicanalista, que sempre atuou muito bem. O papel de Charlotte Gainsbourg fazendo a dobradinha e juntando o quebra cabeça. Uma atriz com traços esquisitos e que dispensa o romantismo francês; bem articulada e sem o glamour das grandes estrelas sensuais francesas.

Podemos dizer; que o filme apresenta símbolos, metáforas que vão moldando aquelas cenas trágicas. O fato da perda do filho ser tão estúpida e o casal estar simultaneamente naquele ato em que a razão não comanda mais, que os sentidos anulam qualquer vontade contrária aquilo, aonde vai se travar uma luta contra a natureza. O filme vai nessa direção, analisando a dor quando se perde um ente querido e atravez dessa dor, revirando a psique humana, questionando a nossa natureza, nossos medos e pirações.

Última atualização em Qua, 08 de Dezembro de 2010 19:49
 
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