Lembrar-me
Literatura
Obrigado por existir esse espaço! PDF Imprimir E-mail
Escrito por lathea   
Qua, 07 de Outubro de 2009 18:58

 

 

Obrigado por existir esse espaço!

 

Estive pensando uma maneira de retribuir o grade prazer que tive de postar nesse site incrível, que descobri recentemente; maravilhoso O Estrangeiro. Além de ser um site sério, preocupado com a produção filosófica. Que aborda vários assuntos, desde de filósofos contemporâneos, até desconhecidos que postam poesia, artigos, comentários. Gente da área filosófica, que tem profundo conhecimento do assunto, de teses; já publicaram centenas de artigos sobre filosofia; cientistas, pensadores e produtores de conhecimento.

E como eu fui um, que postei sem preocupação e encheção de saco. Digo isso porque; tem um monte de site metido a besta que poem uma infinidade de pré-requisitos para que você possa postar, pedem até teu CPF, é mole! Elaboram uma ficha imensa, para que você especifique suas intenções, pedem para colocar até a cor do cabelo.

Os metidos a besta, ainda tem uma banca examinadora no estilo Gestapo, não passa nada; nao sem til, vece sem circunflexo; caboco sem L, sinho sem E e R; e por aí vai. Nada contra ser examinado mais, e o conteúdo, onde fica? Sei que posso estar errado, e puxando a sardinha para o meu lado, defendendo meus erros de português e até meu orwd sacana, que não corrige certas palavras, e faz-me passar vergonha. É chato, ter que colocar em cada artigo, que não tenho dinheiro para pagar um redator de texto. Especificando, eu não estou editando um livro, só estou mandando um artigo. Se esse artigo for razoável e coerente, não vejo motivo para ser limado.

minha experiência nesses sites que citei, é a seguinte, sou o autor de um artigo só. Samba do Tom Jobim, "samba de uma nota só". Aí eu vou no Logon, digito a senha, o nome, e meu cadastro não existe; mesmo que eu já tenha publicado um artigo lá. É um mistério?! Tudo bem, já superei essa fase; dos que acham que estão sendo perseguido, por escreverem palavras chulas, os não se preocupam, com a opinião dos eruditos de plantão.

Ainda bem que agora, tenho mil motivos para publicar pois, conheci O Estrangeiro; e talvez, até torne-me um escritor?!

 

Ass, Lathea

Última atualização em Qua, 07 de Outubro de 2009 19:57
 
trombo PDF Imprimir E-mail
Escrito por lathea   
Seg, 05 de Outubro de 2009 23:14

 

Trombo

som merda

computador fudido

bicicleta ferrada

violão sem corda

dente podre

xereca fedida

DVD pifado

livros velhos

televisão arrombada

joga no beleléu

arromba o dia

trumbica essa porra

merda na latrina

lendia atolada,

no pentelho

lepra pregada,

no saco.

pau pendurado,

secreção blenorrágica.

vida trombo

caminho trombo

ponte interrompida,

ingre-me colapso,

eu quase alcançando,

o sol

 

Ass, Lathea

Última atualização em Qua, 07 de Outubro de 2009 19:58
 
Budapeste o filme! PDF Imprimir E-mail
Escrito por biosas   
Sex, 02 de Outubro de 2009 04:32

 

Budapeste o filme!

 

José Costa, Zsoze Kósta é um fantasma vagando em Praga, representando sua reveladora condição de ghost-writer. Cenas de arrebentar as pupilas. Como se pode criar um mundo totalmente conturbado e lindo. Para os que gostam de dar um passeio no Hades, e voltar purificado, é uma boa experiência. O drama do escritor Costa desencadeia-se entre o desvelamento e o velado. De repente celebridade, outra hora anônimo. O desespero de deixar que os outros apareçam, ou engoli-los com seu ódio.

Como é escrever sobre aquilo que não conhecemos? Estrangeiro em Praga, espicaçando a língua, cultura, pronúncia. Apaixonado por Krista uma mulher exótica, que ensina-lhe a malandragem da fonética húngara.

O escritor anônimo, desolado entre espasmos, delírios; embrenhando-se pelos guetos literários, o beco dos fracassados. A princípio, quando se escreve, dialoga-se com o fracasso. Eu acho que isso faz parte da vida literária. A literatura é o lugar de excelência do fracasso. Digo isso porque, tratando-se de literatura, independe-se de talento e dinheiro para ser reconhecido; é algo mais, é A Roda da Fortuna ou o acaso. E isso que desafia-nos, e que nos convida, atirar-se no abismo a procura do texto exato. Daí é que nascem os gênios. Foi assim com Machado, Kafka, Rimbaud e muitos outros.

Não nos enganemos, a literatura tem seus mistérios; e ela não dá a qualquer um, o privilégio de tornar-se gênio. As vezes é o fracasso mesmo!

Vejo no filme essa agonística intrínseca na alma do escritor, o dúbio palpitar de seus pensamentos confusos. Sempre se está pensando o que escrever, como resolver aquele empasse com seus personagens.

O filme também tenta resolver, decifrar, o miserável trajeto do escritor que insiste em dilacerar-se com seus questionamentos psíquicos tempestuosos. Um problema recorrente dos escritores: nunca serei conhecido? Quem perguntará, quem foi o sujeito que escreveu isso? Porque é difícil, não querer aparecer querendo!

Essa eclosão do animal escritor que é magnífica no filme e muito bem resolvida. No meu vago olhar turvo, e o que dá ao filme uma dimensão precisa na narrativa; exaltada pela fotografia amarelada, ou melhor, Açafrão; de Praga até o cinzento Leblon. A grande obra assim se faz, transforma-se, torna-se sétima arte.

Digo Açafrão, a cor do livro é essa. Na minha loucura, visto agora a túnica ritual, feito o escritor desconhecido. Sonambulo dirijo-me aos bosques, avistando os seguidores de Eleuses e seus mistérios. Mergulho no mar do Leblon e apareço em Praga, comprado cigarros "facskë", em algum bar triste e desolado!

Acho muito interessante o capítulo específico, sobre a atividade do ginógrafo. E para tal, temos que escrever no corpo de Tereza, ir em frente, escrevendo no corpo de mulheres que gostam; imprimindo com a "caneta" símbolos tântricos e derramando tinta nelas. Algumas até pagamos, para que a escrita seja valorizada. E nunca esqueçam, que em húngaro buceta é Pucint, peito é Mellkas, bunda é Segg, cu é cu mesmo.

 

Ass, Biosas

 

Última atualização em Sex, 02 de Outubro de 2009 11:38
 
mastigando abóbora. (poema) PDF Imprimir E-mail
Escrito por biosas   
Qua, 30 de Setembro de 2009 19:48

Mastigando abóbora

Tem o pouco de morte

Tem um pouco de vida

Um pouco de amor

ódio

deus

diabo

Cio do animal

Não ter medo

Mexericar

Ir-se ao mar

Coaxar escandalizar teu pranto

Não acredito em nada

Estou firme

sopapo

Parado

Andando

Lúcido

Louco

Ass, Lathea

 

Última atualização em Qui, 01 de Outubro de 2009 12:59
 
Um poema estrangeiro PDF Imprimir E-mail
Escrito por Neuzi   
Seg, 24 de Agosto de 2009 17:39

Em terras distantes ou quintais familiares

sempre estrangeiros.

Não nos é dado conhecer profundamente

nem o mais íntimo

que se guarda em nossas sombras.

Tenho dor de estômago

sem motivo algum

e nem sempre tenho apetite

para os sabores apreciáveis,

mas o amargo,

o ardido,

o que queima as entranhas,

é o que pede o corpo

quando não está para doçuras.

 

Neuzi Barbarini

 
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