| VACILAGENS, Catequeses Misturebas - Poema Social |
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| Escrito por Silas Correa Leite | |||||||
| Sex, 15 de Abril de 2011 21:02 | |||||||
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V A C I L A G E N S (Catequeses Misturebas)
Para Marilena Chauí
“Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval... ”. Oswald de Andrade
“Não fomos catequizados... -Fizemos foi Carnaval”; um fuzuê Um forfé – e, amalgamados O europeu o índio e o negro Que tudo acabou mistureba bundalelê .................................................................
Que “catequizados” que nada (Nem éramos ainda pátria amada) E somamos então o crucifixado Ao tupi-guarani ninhal pelo nosso lado
Depois da mestiçagem, do tropé Nem cruz, nem conversão ou fé Dos mitos trazidos da África mãe Juntaram a Aparecida do Candomblé
Não fomos catequizados: qual o quê (Quem essa historicidade não vê?) Macumba, capoeira – a escravatura E mais o silvícola de alma muito pura
Foi um mosaico, uma soma; aquarela De terra em que se plantando tudo dá Da galinha luso nauta ao mandorová Foi uma patacoada de encher o pacová
Mas que bendito cristianismo que nada (A exploração era a triste cruzada) Foi um Carnaval só, a tal religião Cana, ouro em pó, vacilagens (na inquisição...)
O jeitinho brasileirinho era um só Do samba matreiro ao qüiproquó De José de Anchieta à Marilena Chauí Tudo um antropológico e antropofágico rififi
Casagrande, Senzala, cabocla babel Mais a igreja exploradora; um bordel A conversão foi cênica, só no papel Do nativo ao bandeirante-bandido, vil infiel
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Não irmãos meus, não fomos catequizados Entre arados – e rudes assim, amalgamados
Fizeram um baita carnaval tropical só Ai pátria amada assim usurpada de dar dó! Do pindorama às gerais, lusamérica, cafundó E sambalelê: derramas entre ouro em pó (“Comunga escravo, comunga que é “mió”) Jeitinho brasileiríssimo; do nativo matuto coió
De sangrenta colonização, dessa quanta misturança vil Sangrias e chorumes pariram esse nosso “Puta Brasil!”
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Silas Correa Leite – E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Poema social da série: NEGREDOS – Livro Inédito de Poesia Social do Autor
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Hits: 611 Comentários (1)
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celso de melo
escreveu:
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tão nada, quanto nada tão... sua poesia descarta o fator histórico e o homem, para prender-se só na crítica! |
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