|
Escrito por lathea
|
|
Qua, 04 de Novembro de 2009 06:26 |
|
“Ao mestre com carinho, Claude Lévi-Strauss”.
Quando pelo os corredores de certo pátio, ouvi falar; tal de Lévi-Strauss, não tinha me dado conta, que a historia da antropologia mudaria seu rumo para sempre. Foi quando li o tal Leví-Strauss, o mundo se abriu em mil possibilidades. Estive engajado na geração Strauss, quando no fervor das grandes questões e circunstâncias, seu nome era citado.
Claude Lévi-strauss, não é só uma referência antropológica, é um mito do meu tempo, o gênio da epistemologia. Junto com Foucault, Strauss é um símbolo da ruptura da ciência tradicional, partindo para a modernidade. Tem uma teoria que eu nunca esqueci, sabe aquele pensamento, citação, que agente lê, e na mesma hora, a coisa fica gravada na cabeça? Foi isso que aconteceu comigo, em relação a Lévi-Strauss.
Sempre em bares e festas e corredores, ocorria-me essa teoria do Mestre: a civilização não evoluiu como dizem os cientistas positivistas do século passado, ou seja, como uma linha reta, gradualmente de ponto a ponto. O mestre dizia; a civilização evolui feito um cavalo, referindo-se ao jogo de xadrez. A evolução não é uma subida ininterrupta, a evolução se dá em várias direções; para frente, para trás, para o lado, nunca tem uma retidão exata. Nem um código universal. O que para um índio é um traço de tecnologia avançada, para nós, não passa de bugiganga.
Outro dia vi uma matéria sobre moedores de farinha de mandioca, vi coisas desde o tempo remoto até, fábricas especializadas em farinha de mandioca. Do pilão a até as moderníssimas maquinarias que fazem o trabalho em grande escala, gerando muitos empregos.
Aprendi isso com o Mestre Lévi-Strauss. Sem ele, seria difícil conceituar essas coisas, ter uma idéia clara sobre essas questões. Hoje, adoro os selvagens, por causa do livro “O Pensamento Selvagem”. Gênios assim, deveriam viver para sempre. É uma perda não só humana, mais também, uma perda das idéias, da inteligência, da ciência e da observação.
O pai da antropologia moderna, o estruturalista arrojado, nos deixa esse legado. Para que nunca haja desrespeito em relação aos nossos ancestrais, nossa cultura, nossa identidade.
Ass, Lathea
|
|
Última atualização em Dom, 06 de Fevereiro de 2011 13:41 |
|
|
Obrigado por existir esse espaço! |
|
|
|
|
Escrito por lathea
|
|
Qua, 07 de Outubro de 2009 18:58 |
|
Obrigado por existir esse espaço!
Estive pensando uma maneira de retribuir o grade prazer que tive de postar nesse site incrível, que descobri recentemente; maravilhoso O Estrangeiro. Além de ser um site sério, preocupado com a produção filosófica. Que aborda vários assuntos, desde de filósofos contemporâneos, até desconhecidos que postam poesia, artigos, comentários. Gente da área filosófica, que tem profundo conhecimento do assunto, de teses; já publicaram centenas de artigos sobre filosofia; cientistas, pensadores e produtores de conhecimento.
E como eu fui um, que postei sem preocupação e encheção de saco. Digo isso porque; tem um monte de site metido a besta que poem uma infinidade de pré-requisitos para que você possa postar, pedem até teu CPF, é mole! Elaboram uma ficha imensa, para que você especifique suas intenções, pedem para colocar até a cor do cabelo.
Os metidos a besta, ainda tem uma banca examinadora no estilo Gestapo, não passa nada; nao sem til, vece sem circunflexo; caboco sem L, sinho sem E e R; e por aí vai. Nada contra ser examinado mais, e o conteúdo, onde fica? Sei que posso estar errado, e puxando a sardinha para o meu lado, defendendo meus erros de português e até meu orwd sacana, que não corrige certas palavras, e faz-me passar vergonha. É chato, ter que colocar em cada artigo, que não tenho dinheiro para pagar um redator de texto. Especificando, eu não estou editando um livro, só estou mandando um artigo. Se esse artigo for razoável e coerente, não vejo motivo para ser limado.
minha experiência nesses sites que citei, é a seguinte, sou o autor de um artigo só. Samba do Tom Jobim, "samba de uma nota só". Aí eu vou no Logon, digito a senha, o nome, e meu cadastro não existe; mesmo que eu já tenha publicado um artigo lá. É um mistério?! Tudo bem, já superei essa fase; dos que acham que estão sendo perseguido, por escreverem palavras chulas, os não se preocupam, com a opinião dos eruditos de plantão.
Ainda bem que agora, tenho mil motivos para publicar pois, conheci O Estrangeiro; e talvez, até torne-me um escritor?!
Ass, Lathea |
|
Última atualização em Qua, 07 de Outubro de 2009 19:57 |
|
Escrito por lathea
|
|
Seg, 05 de Outubro de 2009 23:14 |
|
Trombo
som merda
computador fudido
bicicleta ferrada
violão sem corda
dente podre
xereca fedida
DVD pifado
livros velhos
televisão arrombada
joga no beleléu
arromba o dia
trumbica essa porra
merda na latrina
lendia atolada,
no pentelho
lepra pregada,
no saco.
pau pendurado,
secreção blenorrágica.
vida trombo
caminho trombo
ponte interrompida,
ingre-me colapso,
eu quase alcançando,
o sol
Ass, Lathea |
|
Última atualização em Qua, 07 de Outubro de 2009 19:58 |
|
Escrito por biosas
|
|
Sex, 02 de Outubro de 2009 04:32 |
|
Budapeste o filme!
José Costa, Zsoze Kósta é um fantasma vagando em Praga, representando sua reveladora condição de ghost-writer. Cenas de arrebentar as pupilas. Como se pode criar um mundo totalmente conturbado e lindo. Para os que gostam de dar um passeio no Hades, e voltar purificado, é uma boa experiência. O drama do escritor Costa desencadeia-se entre o desvelamento e o velado. De repente celebridade, outra hora anônimo. O desespero de deixar que os outros apareçam, ou engoli-los com seu ódio.
Como é escrever sobre aquilo que não conhecemos? Estrangeiro em Praga, espicaçando a língua, cultura, pronúncia. Apaixonado por Krista uma mulher exótica, que ensina-lhe a malandragem da fonética húngara.
O escritor anônimo, desolado entre espasmos, delírios; embrenhando-se pelos guetos literários, o beco dos fracassados. A princípio, quando se escreve, dialoga-se com o fracasso. Eu acho que isso faz parte da vida literária. A literatura é o lugar de excelência do fracasso. Digo isso porque, tratando-se de literatura, independe-se de talento e dinheiro para ser reconhecido; é algo mais, é A Roda da Fortuna ou o acaso. E isso que desafia-nos, e que nos convida, atirar-se no abismo a procura do texto exato. Daí é que nascem os gênios. Foi assim com Machado, Kafka, Rimbaud e muitos outros.
Não nos enganemos, a literatura tem seus mistérios; e ela não dá a qualquer um, o privilégio de tornar-se gênio. As vezes é o fracasso mesmo!
Vejo no filme essa agonística intrínseca na alma do escritor, o dúbio palpitar de seus pensamentos confusos. Sempre se está pensando o que escrever, como resolver aquele empasse com seus personagens.
O filme também tenta resolver, decifrar, o miserável trajeto do escritor que insiste em dilacerar-se com seus questionamentos psíquicos tempestuosos. Um problema recorrente dos escritores: nunca serei conhecido? Quem perguntará, quem foi o sujeito que escreveu isso? Porque é difícil, não querer aparecer querendo!
Essa eclosão do animal escritor que é magnífica no filme e muito bem resolvida. No meu vago olhar turvo, e o que dá ao filme uma dimensão precisa na narrativa; exaltada pela fotografia amarelada, ou melhor, Açafrão; de Praga até o cinzento Leblon. A grande obra assim se faz, transforma-se, torna-se sétima arte.
Digo Açafrão, a cor do livro é essa. Na minha loucura, visto agora a túnica ritual, feito o escritor desconhecido. Sonambulo dirijo-me aos bosques, avistando os seguidores de Eleuses e seus mistérios. Mergulho no mar do Leblon e apareço em Praga, comprado cigarros "facskë", em algum bar triste e desolado!
Acho muito interessante o capítulo específico, sobre a atividade do ginógrafo. E para tal, temos que escrever no corpo de Tereza, ir em frente, escrevendo no corpo de mulheres que gostam; imprimindo com a "caneta" símbolos tântricos e derramando tinta nelas. Algumas até pagamos, para que a escrita seja valorizada. E nunca esqueçam, que em húngaro buceta é Pucint, peito é Mellkas, bunda é Segg, cu é cu mesmo.
Ass, Biosas
|
|
Última atualização em Sex, 02 de Outubro de 2009 11:38 |
|
mastigando abóbora. (poema) |
|
|
|
|
Escrito por biosas
|
|
Qua, 30 de Setembro de 2009 19:48 |
|
Mastigando abóbora
Tem o pouco de morte
Tem um pouco de vida
Um pouco de amor
ódio
deus
diabo
Cio do animal
Não ter medo
Mexericar
Ir-se ao mar
Coaxar escandalizar teu pranto
Não acredito em nada
Estou firme
sopapo
Parado
Andando
Lúcido
Louco
Ass, Lathea
|
|
Última atualização em Qui, 01 de Outubro de 2009 12:59 |
|
|