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'A doutrina do choque'. O tema do novo livro da ativista Naomi Klein PDF Imprimir E-mail
Arquivado em:  Política
Escrito por Naomi Klein   
Dom, 30 de Setembro de 2007 13:02

Reproduzimos entrevista com Naomi Klein, que lançou um livro interessante. Pretende unir vários acontecimentos do século  XX com mudanças econômicas, tais como as propagadas por figuras como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Daí o título das mudanças econômicas associadas a outros acontecimentos: "A doutrina do choque" (com esse vídeo de divulgação). Lá vai (Fonte: Unisinus, dica do Desobediente):

O golpe de Pinochet no Chile. O massacre da Praça de Tiananmen. O Colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque. O tsunami asiático e o furacão Katrina. O que todos esses acontecimentos têm em comum? É o que a ativista canadense antiglobalização Naomi Klein explica em seu novo livro The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism [A doutrina do choque: O auge do capitalismo do desastre] – ainda sem tradução para o português. Naomi Klein em uma longa entrevista para o sítio La Haine, 27-09-2007, afirma que a história do livre-mercado contemporâneo foi escrita em choques e que os eventos catastróficos são extremamente benéficos para as corporações. Ao mesmo tempo a autora revela que os grandes nomes da economia liberal, como Milton Friedman, defendem o ‘capitalismo do desastre’. A tradução é do Cepat.
O que é exatamente a doutrina do choque?

A doutrina do choque como todas as doutrinas é uma filosofia de poder. É uma filosofia sobre como conseguir seus próprios objetivos políticos e econômicos. É uma filosofia que sustenta que a melhor maneira, a melhor oportunidade para impor as idéias radicais do livre-mercado é no período subseqüente ao de um grande choque. Esse choque poder ser uma catástrofe econômica. Pode ser um desastre natural. Pode ser um ataque terrorista. Pode ser uma guerra. Mas, a idéia é que essas crises, esses desastres, esses choques abrandam a sociedades inteiras. Deslocam-nas. Desorientam as pessoas. E abre-se uma ‘janela’ e a partir dessa janela se pode introduzir o que os economistas chamam de ‘terapia do choque econômico’.

É uma espécie de extrema cirurgia de países inteiros. E tudo de uma vez. Não se trata de um reforma aqui, outra por ali, mas sim uma mudança de caráter radical como o que vimos acontecer na Rússia nos anos noventa, o que Paul Bremer procurou impor no Iraque depois da invasão. De modo que é isso a doutrina do choque. E não significa que apenas os direitistas em determinada época tenham sido os únicos que exploraram essa oportunidade com as crises, porque essa idéia de explorar uma crise não é exclusividade de uma ideologia em particular. Os fascistas também se aproveitaram disso, os comunistas também o fizeram.

Explique quem é Milton Friedman, a quem ataca energicamente nesse livro?

Bem, ataco Milton Friedman porque é o símbolo da história que estou abordando. Milton Friedman morreu no ano passado. Morreu em 2006. E quando morreu, vimos como o descreveram em tributos pomposos como se fosse provavelmente o intelectual mais importante do período pós-guerra. Não apenas o economista mais importante, mas o intelectual mais importante. E é verdade que se pode construir um argumento contundente nesse sentido. Foi conselheiro de Thatcher, de Nixon, de Reagan, do atual governo Bush. Deu aulas a Donald Rumsfeld no início de sua carreira. Assessorou Pinochet nos anos setenta. Também assessorou o Partido Comunista da China no período chave da reforma ao final dos anos oitenta.
Sendo assim, teve uma influência enorme. Falei outro dia com alguém que o descreveu como o Karl Marx do capitalismo. E acredito que não é uma comparação ruim, mesmo que esteja segura de que Marx não gostaria nem um pouco. Mas foi realmente um popularizador dessas idéias.

Tinha uma visão de sociedade na qual o único papel aceitável para o Estado era o de implementar contratos e proteger fronteiras. Tudo o demais deve ser entregue por completo ao mercado, seja a educação, os parques nacionais, os correios, tudo o que poderia produzir algum lucro. E realmente viu, suponho, que as compras – a compra e a venda – constituem a forma mais elevada de democracia, a forma mais elevada de liberdade. O seu livro mais conhecido é Capitalism and Freedom [Capitalismo e liberdade].

Quando da sua morte no ano passado, percebemos o como essas idéias radicais de livre mercado chegaram a dominar o mundo, de como varreram a antiga União Soviética, a América Latina, a África, de como essas idéias triunfaram durante os últimos trinta e cinco anos. E isso me impressionou muito, porque já estava escrevendo esse livro. Nessas idéias - que tanto se falou quando da morte de Friedman -, nunca ouvimos falar de violência, nunca ouvimos falar de crises e nunca ouvimos falar de choques. Ou seja, a história oficial é de que estas idéias triunfaram porque desejávamos que assim o fosse, que o Muro de Berlim caiu porque as pessoas exigiram ter seus Big Macs junto com a sua democracia. E a história oficial do auge dessa ideologia passa por Margaret Thatcher dizendo: “Não há alternativa”, à Francis Fukuyama afirmando que “a história terminou, o capitalismo e a liberdade caminham juntos”.

Portanto, o que procuro fazer nesse livro é contar a mesma história, a conjuntura crucial nos qual essa ideologia entrou com força, mas re-introduzo a violência, re-introduzo os choques e, digo que existe uma relação entre os massacres, entre as crises, entre os grandes choques e os duros golpes contra vários países e a capacidade de imposição de políticas que são rejeitadas pela grande maioria das pessoas desse planeta.

Você fala de Milton Friedman. Qual a relação com a ‘Escola de Chicago’?

A influência de Milton Friedman provém do seu papel como o popularizador real do que é conhecido como a ‘Escola de Chicago’. Ele foi professor na Universidade de Chicago. Estudou na Universidade de Chicago e na seqüência foi professor nessa instituição. O seu mentor foi um dos economistas mais radicais do livre mercado da nossa época, Friedrich Von Hayek que foi professor na Universidade de Chicago.

A Escola de economia de Chicago representa essa contra-revolução contra o Estado de bem estar social. Nos anos cinqüenta, Harvard e Yale e as oito escolas mais prestigiadas dos EUA estavam dominadas por economistas keynesianos, pessoas como John Kenneth Galbraith, que acreditava que depois da grande depressão, era crucial que a economia funcionasse com uma força moderadora do mercado. E foi a partir daí que nasceu um ‘novo contrato’, a do Estado de bem estar social e tudo isso que faz com que o mercado seja menos brutal e se tenha uma espécie de sistema público de saúde, seguro desemprego, assistência social, etc.

A importância do Departamento de Economia da Universidade de Chicago é que realmente ele foi um instrumento de Wall Street, que financiou muito, muito consideravelmente a Universidade de Chicago. Walter Wriston, o chefe do Citibank era muito amigo de Milton Friedman e a Universidade de Chicago se converteu em uma espécie de ponto de partida da contra-revolução contra o keynesianismo e o novo contrato social com o objetivo de desmanchá-lo.

Qual a relação da Escola de Chicago com o Chile?

Depois da eleição de Salvador Allende, a eleição de um socialista democrático, em 1970, houve um complô para derrubá-lo. Nixon disse genialmente: “Que a economia grite”. E o complô teve numerosos elementos, embargos, etc e finalmente o apoio para o golpe de Pinochet em setembro de 1973. Escutamos muito falar nos ‘Chicago Boys’ no Chile, mas não sabemos detalhes sobre o que foram na realidade.

O que faço no livro é contar esse capítulo da história. (...) Em 11 de setembro de 1973, enquanto os tanques rodavam pelas ruas de Santiago e o palácio presidencial ardia e Salvador Allende era morto, um grupo dos assim chamados ‘Chicagos Boys’, assumia o controle da economia. Economistas chilenos que haviam sido levados para a Universidade de Chicago para estudar com bolsas do governo dos EUA como parte de uma estratégia deliberada para orientar a direita latino-americana.

Tratou-se de um programa ideológico financiado pelo governo dos EUA, parte do que o ex-ministro do exterior chama de “um projeto de transferência ideológica deliberada”, ou seja, levar esses estudantes a uma escola distante, na Universidade de Chicago e doutriná-los num tipo de economia que era marginal nos EUA na época e enviá-los de volta para casa como guerreiros ideológicos.

Falemos do choque no sentido da tortura...

Começo o livro estudando dois laboratórios para a doutrina do choque. Como disse anteriormente, considero que há diferentes formas de choque. Um deles é o choque econômico e o outro o choque corporal, os choques nas pessoas. E nem sempre acontecem juntos, mas estiveram presentes em conjunturas cruciais. Assim que um dos laboratórios para essa doutrina foi a Universidade de Chicago nos anos cinqüenta, quando todos esses economistas latino-americanos foram treinados para se converter em terapeutas do choque econômico. Outro – e não se trata de uma espécie de grandiosa conspiração – foi a Universidade McGill nos anos cinqüenta.

A Universidade McGill foi o ponto de partida para os experimentos que a CIA financiou para aprender sobre tortura. Quero dizer, foi chamado ‘controle da mente’ na época ou ‘lavagem cerebral’. Agora compreendemos, graças ao trabalho de gente como Alfred McCoy, que consta em seu programa que o que realmente pesquisavam nos anos cinqüentas sob o programa MK-ULTRA, foram experimentos de eletrochoques extremos, LSD, PCP, extrema privação sensorial, sobrecarga sensorial, tudo isso que vemos hoje utilizados em Guantánamo e Abu Ghraib. Um manual para desfazer personalidades, para a regressão total de personalidades. (...) McGill realizou parte dos seus experimentos fora dos EUA, porque assim considerava melhor a CIA.

Em Montreal?

Sim. McGill em Montreal. Na época então, o chefe de psiquiatria era um individuo chamado Ewen Cameron. Na realidade se tratava de um cidadão estadunidense. Foi anteriormente chefe da Associação de Psiquiatria Estadunidense. Foi para McGill para ser chefe de psiquiatria e para dirigir um hospital chamado de Allan Memorial Hospital, que era um hospital psiquiátrico. Recebeu financiamento da CIA e transformou o Allan Memorial Hospital em um laboratório extraordinário para o que agora consideramos técnicas alternativas de interrogatório. Dopava os seus pacientes com estranhos coquetéis de drogas, como LSD e PCP. Os fazia dormir, uma espécie de estado de coma durante um mês. Colocou alguns dos seus pacientes em uma situação de privação sensorial extrema e a intenção era que perdessem a idéia de espaço e tempo. Ewen Cameron dizia acreditar que a doença mental poderia ser tratada tomando pacientes adultos e reduzindo-os ao estado infantil. (...) Foi esta a idéia que atraiu a atenção da CIA, a de induzir deliberadamente uma regressão extrema.

Você falou do Chile, falemos do Iraque da privatização da guerra no Iraque - O governo iraquiano anulou a licença da companhia de segurança estadunidense Blackwater.

Esta é uma notícia extraordinária. Quero dizer, é a primeira vez que uma dessas firmas mercenárias é realmente considerada responsável. Como escreveu Jeremy Scahill em seu incrível livro ‘Blackwater: The Rise of the [Word´s] Most Powerful Mercenary Army’, o verdadeiro problema é que nunca houve processos. Essas companhias trabalham em uma ‘zona cinzenta’, ou são boy scouts e nada lhes acontecia. (...) Isso significa que se o governo iraquiano realmente expulsar Blackwater do Iraque, poderia ser um fato e tanto para submeter essas companhias à lei e questionar toda premissa de porque até agora se permitiu que se tivesse lugar este nível de privatização e de ilegalidade.

(...) Algo em que eu penso pela pesquisa que eu fiz para o livro No Logo se entrecruza com esta etapa do capitalismo do desastre em que estamos metidos agora. Rumsfeld [ex-Secretário de Defesa de Bush] aproveitou a revolução de percepção das marcas dos anos noventa, na qual a projeção de marcas corporativas – no sentido do que descrevo em No Logo – em que essas companhias deixaram de produzir produtos e anunciaram que já não produziam produtos, mas produziam marcas, produziam imagens e deixam que outros, terceirizados, façam o trabalho sujo de fabricar as coisas. E essa foi a espécie de revolução na sub-contratação e esse foi o paradigma da corporação ‘vazia’.

Rumsfeld se encaixa nessa tradição. E quando se tornou Secretário de Defesa, agiu como age um novo executivo da nova economia que se viu na tarefa de reestruturações radicais. Mas, o que fez foi adotar essa filosofia da revolução no mundo corporativo e aplicá-la à forças-armadas. (...) essencialmente o papel do exército é criar a percepção de marca, é comercializar, é projetar a imagem de força e dominação no globo – porém sub-contratando cada função, da atenção à saúde – administrando a atenção de saúde aos soldados – à construção de bases militares, que já estava acontecendo durante o governo de Clinton, ao papel que Blackwater desempenha e companhias como DynCorp, que como se sabe, destacou Jeremy, participam realmente em combates.

Comente a destruição do Iraque, do ‘Choque e Pavor’, da terapia econômica do choque de Paul Bremer, o choque da tortura, assim como a junção de todas essas coisas no Iraque.

Como já disse, no Chile, vimos esta fórmula do triplo choque. E eu penso que vemos a mesma fórmula do triplo choque no Iraque. Primeiro foi a invasão, a invasão militar de ‘choque e pavor’ – muitas pessoas pensam no tema apenas como se tratasse de um montão de bombas, um montão de mísseis, mas é realmente uma doutrina psicológica que em si é um crime de guerra, porque se diz que na primeira Guerra do Golfo, o objetivo foi atacar a infraestrutura de Sadam, mas sob uma campanha de ‘choque e pavor’, o objetivo é a sociedade em escala maior. È um princípio da doutrina ‘choque e pavor’.

Agora, o ataque de sociedades em escala maior é castigo coletivo, o que constitui crime de guerra. Não é permitido que os exércitos ataquem às sociedades em escala maior, apenas é permitido que ataquem os exércitos. A doutrina é verdadeiramente surpreendente, porque fala de privação sensorial em escala massiva. Fala de cegar, de cortar os sentidos de toda uma população. E o que vimos durante a invasão, o apagão de luzes, o corte de toda a comunicação, o emudecimento dos telefones e logos os saques, que não acredito que façam parte da estratégia, mas imagino que não fazer nada faz parte da estratégia, porque sabemos que houve uma série de advertências que falava em proteger os museus, as bibliotecas e nada se fez. E depois temos a famosa declaração de Donald Rumsfeld quando foi confrontado com este fato: “Essas coisas passam”.

(...) O objetivo, usando a famosa frase do colunista do New York Times, Thomas Friedman, não é o de construir a nação, mas sim “criar a nação”, que é uma idéia extraordinariamente violenta.

Nova Órleans?

Nova Órleans é um exemplo clássico do que eu chamo de doutrina do choque do capitalismo do desastre porque houve um primeiro choque que foi o alagamento da cidade. E como se sabe, não foi um desastre natural. E a grande ironia do caso é que realmente foi um desastre dessa mesma ideologia de que estávamos falando, o abandono sistemático da esfera pública. Eu penso que cada vez mais vamos ver acontecimentos assim. Quando se têm vinte e cinco anos de contínuo abandono da infra-estrutura pública e do esqueleto do Estado – o sistema de transporte, as estradas, os diques. A sociedade de engenheiros civis estadunidense calculou que colocar em condições o esqueleto do Estado custaria 1,5 bilhões de dólares. Portanto, o que temos é uma espécie de tormenta perfeita, na qual o debilitado Estado frágil se entrecruza com um clima cada vez pior, que diria que também faz parte desse mesmo frenesi ideológico em busca de benefícios a curto prazo e crescimento a curto prazo. E quando estes dois entram em coalizão, vem um desastre. É o que ocorreu em Nova Órleans.

O que a mais horrorizou ao pesquisar a doutrina do choque?

Horrorizou-me o fato que se tem por aí muita literatura que eu não sabia que existia e que os economistas a admitem. Uma quantidade de citações de propugnadores da economia de livre-mercado, todos desde Milton Friedman a John Williamson, que é o homem que cunhou a frase ‘Consenso de Washington’, admitindo entre eles, não em público, mas sim entre eles, como em documentos tecnocráticos, que nunca conseguiram impor uma cirurgia radical do livre-mercado se não acontece uma crise em grande escala, ou seja, as mesmas pessoas que propugnam que o mito central da nossa época, que a democracia e o capitalismo caminho juntos, sabe que se trata de uma mentira e o admitem por escrito.
Comentários (18)add comment

Danilo Santos Cruz escreveu:

0
...
Muito boa essa entrevista, realmente fiquei perplexo!
 
novembro 05, 2007
Votação: +0

solanger Frota escreveu:

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Este texto vem confirmar o que penso. População assustada, população indefesa e vive na busca de quem a proteja. Alvo fácil.
 
dezembro 06, 2007 | url
Votação: -1

Sandra Benedetti escreveu:

Sandra Cristina Gorni Benedetti
...
Espaço recém-aberto para quem estiver disposto a co-produzi-lo, sem pudores. Na própria página (http://cooperacionsinmando.spaces.live.com) tem informações sobre login e senha (veja o módulo "perfil")
Na lista de arquivos para download, í esquerda, dois dos livros de Naomi Klein, traduzidos para o português: Cercas e janelas e Sem logo.
 
dezembro 25, 2007 | url
Votação: +0

Antonio Jorge Gonçalves Moreira escreveu:

0
...
Será que o terremoto no Oceano Indico em 2004, que provocou as Tsunamis que atingiram 14 paí­ses asiáticos, matando mais de 170.000 pessoas foi realmente um fenômeno natural ou um teste nuclear planejado dentro da doutrina do choque?
 
junho 24, 2008
Votação: -2
..., Comentário com votação mais baixa [Exibir]

Monica escreveu:

0
...
Discordo do 1º comentador que por aqui esteve:faltou-lhe ler com atenção a entrevista ou mesmo, informação com relação ao que Klein pretende salientar. Sugiro-lhe, portanto, antes de mais nada, LER e LER MAIS sobre o que está acontecendo no mundo, seria importante e producente! smilies/grin.gif Para quem gosta de ler, na REVISTA CULT de Junho/2008 (n° 125), há uma outra entrevista com Klein, muito boa! Aos demais comentadores, parabéns pelos bons olhos e bons ouvidos!!!
Âtimo fim de semana,
Monica
 
agosto 30, 2008
Votação: +2

Marcos escreveu:

0
...
Assisti a uma entrevista da Klein esta semana na Menagement TV e fiquei encantado.
Interessante lembrar que nosso nada saudoso "sociólogo" FHC esteve "exilado" (como se filho de general fosse exilado) no Chile nos anos 70. Terá sido para aprender com os Chicago Boys?
 
janeiro 10, 2009
Votação: +0

Bruno escreveu:

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...
E se reduzir-mos a termo Doutrina de Choque a nós mesmos, olhar-mos para o nosso ser no seu intimo, e pensar-mos as alterações que sofremos, pelas nossas vivencias, pela simples frustração ou conquista... passamos a vida a levar "choques" emocionais, penso que a questão está em gerir-mos bem esses "choques", o que acham?
 
maio 04, 2009
Votação: +2

Luiz Octavio Coimbra escreveu:

0
...
Acho que a Sra. Naomi Klein, é uma das forças intelectuais femininas, mais facinantes que ja tive a oportunidade de ouvir.
Acho também que o rotulo, í ela dado, de "ativista", por um lado é desprestigioso, e a coloca não como uma intelectual vibrante, mas ao lado de radicalismos burros, que apenas tiram a atenção de gente séria como ela. Que tenta mostrar, que as nações "podem" ser manipuladas sim!
Talvez muita gente não concorde com suas teorí­as, mas não discuti-las ou rotula-las de bobagens, é aceitar fazer parte de uma massa de gente que simplesmente passa pela vida sem pensar...
 
junho 11, 2009 | url
Votação: +2

Menot escreveu:

0
...
Tanto Naomi Klein quanto Marilena Chauí­ são uma porcaria, não é amigo? Gente boa são os que andam com o Busch, que justificam com mentiras suas estratégias de dominação, que usam do poder financeiro para assassinar indiretamente milhares de pessoas, sob a justificativa do desenvolvimento, não é colega? Seu nick tem tudo a ver com sua opinião, pode crer. Menot
 
junho 27, 2009
Votação: +0

Fernando Dias Campos Neto escreveu:

0
Abaixo

O MUNDO É PEQUENO!

15/1/2010

Grandes espaços geográficos como a América Latina parecem pequenos com a globalização.

E nós assistimos coisas, muito ao norte, repercutirem ao sul.

Por aqui, parece insinuar-se uma tendência perversa : a repetição !

A mesma que Marx dizia se fazer em torno dos dois Napoleões, o grande e o pequeno.

Quando a história se repete ela o faz primeiro pela tragédia, depois pela farsa.

A repetição dos erros é determinada pela ignorância ou pela agressividade.

Esta era, para Freud, uma "compulsão à repetição".

E podemos encontrá-la em todos os ciclos que se vão consumindo num nada.

A onda saudável de redemocratização do continente não deve perder a sustentabilidade !

O capital é que não a tem por falta de planejamento em outra coisa que não seja o lucro.

O trabalho tem vários inícios, não admite o "fim da história", e busca manter-se a caminho do socialismo global.

Em função da oposição ao socialismo bolivariano, haveria da parte da estratégia dos capitalistas a tentativa de reeditar no Chile a doutrina dos "Chicago's Boys" que patrocinaram a dinastia Pinochet ?

Antes de colocar o voto na urna, os chilenos deviam ler os primeiros capítulos do livro de Naomi Klein " A doutrina do Choque".

Também dentro da amaldiçoada geopolítica do cone-sul, a Argentina parece ser alvo de conflitos econômicos...

Milton Friedman vive ! E, com ele, os dois Buonapartes, tragédia e farsa.

Por outro lado, o Haiti, onde perece o valor existencial de Zilda Arns, bendiz o morticínio, porque só assim alguém se lembra dele que não seja o espectro de Toussaint L'Overture !

Não seria assim ?

Fernando Neto


 
janeiro 15, 2010 | url
Votação: +2

Marlon Silveira escreveu:

0
boa entrevista...
Ja tinha lido o seu livro No Logo, pra mim nao é novidade toda essa lama que corre nos bastidores do mundo moderno (e de antes). Com as corporacoes dominando todos os seguimentos da nossa vida (monsanto com sementes e transgenicos), os grandes grupos de midia, os combustiveis fosseis metidos guela abaixo, nao sei onde vamos parar. Aquecimento global, 11 de setembro, guerra do iraque, tudo fake, tudo criado. Copenhague, distraçao para a formaco do governo mundial. O problema ja nao é mais a batalha ideologica entre direita e esquerda, comunismo ou capitalismo, pois estao todos buscando o poder, o problema é dar-se por conta que estamos imersos num sistema manipulador que atua em cada nuance da sociedade. Quase tudo que foi vivido e tido como verdadeiro no seculo XX e XXI é mentira. Quantos conseguem perceber isso? Poucos... A esperança: que algo realmente de choque, mas verdadeiro aconteça, um encontro com civilizacoes mais avançadas de fora (que dizem as mas linguas deve acontecer com brevidade), pq nao temos mais pra onde descer. Alguem tem que baixar a nossa crista...
 
janeiro 22, 2010 | url
Votação: +0

glauco nogueira escreveu:

0
Finalmente uma luz no final do Tunel
Parabéns para a Intelectual Naomi Klien, pelo seu discernimento de assuntos que geram uma nova pespectiva de pensamento vibrantes no campo político.
 
janeiro 31, 2010
Votação: -1

Moises Chagas escreveu:

0
Não estamos sós...
Felizmente muitas pessoas sobrevivem a lavagem cerebral promovida, através de muitos meios de comunicação, por um grupo que tem por objetivo apenas o lucro, atendendo seu egoísmo tolo, sem qualquer comprometimento com o restante da sociedade.
Parabéns Naomi Klein por conseguir enxergar na escuridão promovida pelos interessados na economia liberal
 
fevereiro 19, 2010
Votação: +2

new escreveu:

0
...
Ola galera, como vai essa força?
Acho que vocês estão falando isso por que ainda não viu o site que eu vi
de uma olhada http://www.tvhd.com.br aposto que você também
vão mudar de idéia como eu !!!
 
março 08, 2010
Votação: -1

Adriane Teles escreveu:

0
visão ampliada
Ler "O estado de shock"de Naomi Klein é uma boa opção para quem quer ter uma visão ampliada do domínio do capitalismo no mundo e da forma com que a sustentabilidade humana foi solapada em vários países.Com equívocos ou sem equívocos , valida ou não a doutrina do scock sugerida pela autora, a verdade é que vivenciamos o estado mínimo , o desamparo sociale a escalada do capitalismo economico nefasto.
 
maio 25, 2010
Votação: +2

Pedro Viegas escreveu:

0
Desinformação
O mais apavorante é olhar ao redor e perceber que não há ninguém receptivo a uma conversa franca sobre a realidade do que nos acontece. A reação é de incredulidade, impaciência e até desconfiança pois, ao que parece, todo o pensamento contrário ao "progresso" imposto já foi devidamente ridicularizado por uma confraria de disseminadores de uma conspiração contra tudo e contra todos. Há claramente um esforço global de desinformação.

É apavorante verificar que a maioria das pessoas já atingiu o nível mental regressivo buscado nos choques, ninguém mais critica de forma adulta, ninguém mais analisa as coisas detalhadamente, ninguém mais lê. A mídia é a grande máquina de eletrochoque da atualidade com a constante saraivada de amenidades vazias até as mais grotescas aberrações.

Este livro é inquietante e exatamente por isto exige mente calma para que não se gere descrédito sobre estes tipos de análises. Particularmente, parei de trazer o assunto à tona quando ele parece evidente à minha volta. Melhor indicar o livro para as pessoas e ver suas reações.


 
setembro 06, 2010
Votação: +4

Dauli Baja -porto alegre -RS escreveu:

0
grande ativista
Naomi klein defenssora de todos os povos reprimidos por todos os tipos de capitlos de violencia , racismo ,fachismo,terrorismo de estado como ocupaçao israelense na palestina ..veja os videos.
http://www.youtube.com/watch?v...e=related
http://www.youtube.com/watch?v=HC8TX0TXcds&feature=relate
 
outubro 07, 2010
Votação: +0

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Última atualização em Qua, 09 de Novembro de 2011 10:55
 
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