| Orar Depois de Freud |
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| Arquivado em: Psicanálise | |||
| Escrito por psicopr | |||
| Sex, 15 de Abril de 2005 18:09 | |||
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MORANO, C.D. Orar depois de Freud. Loyola, SP, 1998. Orar Depois de Freud "Quem é capaz de superar o Deus da necessidade [Senhor, dê-me isso] para chegar ao Deus do desejo [seja feita Tua vontade] vive sua vida e se entende com capacidade para se sentir como um filho desta terra, sem necessidade de Deus para viver." "Quem é capaz de superar o Deus da necessidade [Senhor, dê-me isso] para chegar ao Deus do desejo [seja feita Tua vontade] vive sua vida e se entende com capacidade para se sentir como um filho desta terra, sem necessidade de Deus para viver. De sua solidão e desamparo assumidos é capaz de desejá-lo. mas Deus deixa de ser necessário e, como tal, deixa de estar sempre à mão, como algo seguro. A oração que vai além da necessidade sabe e aceita que, num plano fundo, estamos sós e que no desejo se inscreve obrigatoriamente um vazio e um desamparo último que não é possível negar nem eliminar com nada nem ninguém. nem Deus. As melhores testemunhas disso são os místicos, que não por acaso viram sobre eles a suspeita do niilismo. É que no caminho da oração, se esta é autêntica, vão desaparecendo todas as mediações, até que se termina aquiescendo a uma solidão, a uma certa morte, à confissão de uma presença que está irremediavelmente Ausente.
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| Última atualização em Seg, 25 de Abril de 2005 15:31 |