| Rumos da Psicologia do Trabalho |
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| Arquivado em: Psicologia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Escrito por Neuzi Barbarini | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Ter, 11 de Abril de 2006 00:00 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Rumos da Psicologia do Trabalho
Nesse campo de atuação existe um forte discurso sobre a "qualidade de vida", com veiculação de artigos em jornais e revistas de grande circulação, mas o que se percebe é que esses discursos na sua maioria são centrados em "receitas de bem-estar", como por exemplo, práticas de ginástica laboral, relaxamento, atividades físicas em geral, fórmulas alimentares, palestras motivacionais e técnicas de dinâmica de grupo.
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Hits: 7347 Comentários (14)
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Alexandre Magno Teixeira de Carvalho
escreveu:
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... Excelente o texto de Neuzi. O problema é que nunca haverá espaço NO INTERIOR das empresas para uma Psicologia do Trabalho realmente crítica. Os psicólogos "industriais e organizacionais" são agentes a serviço do Capital, são contratados para isso, vendem sua força de trabalho para isso. No setor público, contudo, apesar de todos os ataques privatistas que vem sofrendo, creio que ainda é possível construir uma psicologia (uma praxis) crítica, de resistência, voltada para os interesses da classe trabalhadora. Neuzi, gostaria muitíssimo de compartir contigo e com outros colegas 2 textos de minha autoria e de Elizabeth Moreira dos Santos: "A psicologia industrial e organizacional: um exemplo de sofisticação discursiva", que está no livro Clio-Psyché, de 2003; e "CríŽnicas da vida mais contrariada: sofrimento psíquico, HIV/AIDS e trabalho em saúde", publicado na revista saúde coletiva da UFRJ, 7(2), jul.-dez. 1999. Esse último está disponível na internet, via google acadêmico. Um abraço, Alexandre Magno Teixeira de Carvalho |
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... O texto reflete o tapa buraco na saude do trabalhador, a psicologia não deve atuar na reta final da empresa , mas sim na ergonomia junto a outras disciplinas como fisioterapia, para para a formatação do processo de produção do trabalho. Em relação as empresas privadas ou não é demontrar o quanto investir no embreão ,não irá causar rombos no afastamento de um ou mais trabalhador.Ver o que é possível cientificamente,valorizando o ser e o trabalho. |
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... Muito interessante o texto. A minha maior dificuldade, sendo psicóloga desta área e trabalhando em uma instituição pública, é como transformar em algo objetivo essa visão crítica que temos da organização do trabalho na sociedade capitalista. |
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... somos responsáveis por tudo que criamos ou copiamos de algo ou alguem, mas não somos breviamente responsáveis para tornar real já que você foi o mentor de tudo.... |
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... Sou da área e concordo. Estamos numa corda bamba e precisamos de muita sabedoria para lidar com a incoerencia que se evidencia a todo o momento. Â frustante! O sentimento de impotência com a vontade de se fazer algo, í s vezes produz algum resultado mas, é muito pouco diante de tudo..... |
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... Olá Neuzi, sou psicóloga atuante da área clínica, organizacional, hospitalar e agora também da Educação. PíŽxa, que ótimo ler o seu texto e poder compartilhar inquietações que vivenciamos no nosso dia a dia. Inquietações essas que nos impulsionam a ir sempre além do que estamos desenvolvendo em nossas ações. Romper com vícios, culturas e discursos ultrapassados e transformando as barreiras impostas í nossa profissão através de atitudes e ações eficazes. Aos poucos vão se abrindo os caminhos, desde que não nos acomodemos.  necessário sempre partirmos desse tipo de reflexão. A interação da categoria e troca de informações são imprecidíveis para o fortalecimento de nossa profissão e abrirmos espaço cada vez maior em todos os setores onde estão PESSOAS. |
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... Bom seria se houvessem psicólogos nas empresas com a função específica de trabalhar os interresses da classe trabalhadora. Existem, apenas, os profissionais contratados pelas empresas e pra servi-las, por isso a dificuldade em encontrar soluções para os funcionários. Procurando sempre a solução mais comoda, ou seja, os que não adaptarem são demitidos. Os psicólogos têm que exercer esse papel e ser o diferencial, para que tenhamos um ambiente melhor para desenvolver bem um trabalho, seja lá ele qual for. |
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... Eu passei por um ringue raivoso quando fui trabalhar na área comercial de produção de vídeos. O local era desumano, o chefe, a pior pessoa possível, completamente despreparada para gerenciar. O pior é que ficou a impressão que os donos do local sabiam ou fingiam que não sabiam dos demandos de seus subordinados com os outros funcionários. Esses acontecimentos ruins me desmotivaram tanto que até troquei de área de trabalho e não pretendo voltar a trabalhar com propaganda e televisão tão cedo. |
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... O quanto alguns professores e psicólogos podem desanimar estudantes universitários. Eu tinha uma carreira brilhante como estudante de uma universidade federal, mas fui diversas vezes afrontado por professores e por alunos. Eu me destacava na minha turma e lia livros que se quer os professores haviam lido na biblioteca ou por descaso e acomodação nem sequer sabiam que existia. Tinha a intenção de fazer mestrado e doutorado, mas fui tão mal tratado por funcionários e professores de uma universidade federal que já nem penso mais em seguir tal carreira. Mesmo que ela seja um sonho, ainda penso na possibilidade de estudar com outras pessoas que não façam meu conhecimento regredir. Assim me parece os conheceimentos Freudianos, muitos deles me parecem regressões e há muita coisa melhor por aí. Tive problemas com psicólogos por não concordar com suas posturas e também com professores escritores por não concordar com seus livros. Tive que aguentar muita agressão verbal. Para se atingir um conhecimento sozinho já é difícil, imagine quando seus próprios professores escolhem livros defasados e você tem que estudar aquela baboseira. Â um tédio. A ciência deles parece que está cheia de teia de aranha. mas o mais triste é saber que você sonha em entrar numa universidade federal e chega lá dentro e se depara com esse tipo de situação agressiva, teve até uma professora que falou pra mim que era uma vampira. Minha nossa em que pé anda nosso ensino superior. |
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PANÔRAMA O TEXTO TRAZ UMA TRANCESDENCIA VIRTUAL QUE FAZ COM QUE SEJAMOS CADA VEZ MAIS SUBLIMES EM RELAÇÃO AO RODO COTIDIANO DESSA FALCETA MORAL QUE NOS NORTEIA . PARABENS. |
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O PROXIMO O PROXIMO PRECISA DE VOCE E VOCE DELE PORTANTO SEJA COERENTE COM TODOS PARA TODOS AGIREM DA MESMA FORMA!!!!!!!! MATEUS COSTA SILVA ( SALVADOR BAHIA ) |
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Atuação dos Psicólogos Organizacionais Seu texto é bastante pertinente nos dias de hoje. Empresas relutam e impõem aos colegas Psicólogos "das indústras" a busca de resultados: produção! Presenciamos, ainda, um descaso com a situação de saúde mental nas empresas; não seria ilícito afirmar que ocorre a busca do adestramento dos colaboradores. É muito sutil, mas, existe! O fato é que não existem programas de fato que contemplem os Psicólogos Organizacionais tampouco os colaboradores. O que existem são ações paleativas como: palestras de 6/6 meses, compêndios ou catálagos de erros chamdos "receitas prontas" para adestramentos, ou seja, um grande limitador das ações de experientes Psicólogos! Ações de Psicólogos deveriam ser contínuas, em departamento próprio, buscando a valorização e saúde dos colaboradores, pois, no meu ponto de vita, são eles que movimentam as empresas! A voracidade (regada com os mais altos índices de falta de ética e hostilidade, ainda vão se perpetuar). É, na forma literal e visceral a visão de Thomas Hoobes do homem. |
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